Brejinho, município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil). De acordo com estimativas realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2024, sua população era de 12.603 habitantes. Área territorial de 61.559 km. Foi emancipado de Santo Antônio através da Lei nº 2.833, de 21 de março de 1963.
Acredita-se que o nome do local tenha origem nos pequenos brejos que constituem a geografia do local. Segundo Câmara Cascudo, Brejinho era chamado primeiramente de Abrejava, nome do olho d'água que formava os brejos. Mas, por ser pequeno, passou a ser conhecido definitivamente como Brejinho. Situado no agreste, desde início o povoado se destacou no setor agrícola, na produção de coco, cana-de-açúcar, frutas tropicais e mandioca (principalmente a produção de sua farinha, conhecida em todo o estado). Sua padroeira é Nossa Senhora das Dores.
Histórico
Brejinho Rio Grande do Norte - RN
Histórico
Situado na região do agreste Potiguar, é difícil precisar a época exata do início do povoado. Sabe-se, no entanto, que seu povoamento foi iniciado no século XVII, através da concessão da terras em Arês e Goianinha, utilizadas na criação de gado, e em atividades agrícolas, nas culturas de algodão, cana-de-açúcar, feijão e mandioca, entre outras.
Brejos existentes na localidade onde hoje assenta-se o município, deram origem ao nome do povoado, que segundo o historiador Câmara Cascudo, chamou se primeiramente ABREJAVA, nome do olho-d?água que formam os brejos. Como era pequeno passou a ser chamado de Brejinho.
Uma das característica do município é a sua indústria de farinha de mandioca, de qualidade superior, e que torna o produto, bastante procurado, conhecido como a ?farinha de Brejinho?.
Gentílico: brejinense
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município com a denominação de Brejinho ex-povoado, pela lei estadual nº 2832, de 21-03-1963, desmembrado de Santo Antônio ex-Padre Miguelinho. Sede no atual distrito de Brejinho ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 28-03-1963.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Fonte IBGE
Cultura agrícola e rural:
Agricultura familiar, com destaque para o cultivo de milho, feijão, mandioca e outras culturas de subsistência.
Criação de animais, especialmente bovinos, caprinos e aves.
Produção artesanal ligada ao meio rural, como farinha de mandioca.
Festas e tradições populares:
Festa de São João (festas juninas), com quadrilhas, comidas típicas e forró.
Festa do Padroeiro, tradicionalmente dedicada a Santo Antônio, reunindo celebrações religiosas e eventos sociais.
Festividades alusivas à emancipação política do município.
Cultura musical e danças:
Forte presença do forró tradicional, sanfona e música nordestina.
Apresentações culturais como quadrilhas juninas e grupos locais de dança.
Valorização de artistas e músicos da própria região.
Cultura religiosa:
Predominância da religião católica, com novenas, procissões e missas festivas.
Manifestações de fé que envolvem toda a comunidade, especialmente em datas religiosas.
Cultura gastronômica:
Pratos típicos nordestinos, como tapioca, bolo de milho, pamonha, canjica, carne de sol e feijão verde.
Uso de produtos locais na culinária tradicional.
Cultura comunitária:
Forte espírito comunitário e familiar, com valorização das tradições passadas entre gerações.
Eventos culturais organizados pela comunidade e pelo poder público local.
Atualmente, Brejinho não possui distritos oficialmente criados além da sede, conforme a divisão administrativa reconhecida pelo IBGE.
Organização Territorial (não administrativa):
Embora não sejam divisões político-administrativas formais, o município conta com:
Bairros urbanos (definidos localmente pela prefeitura)
Comunidades rurais e localidades, como povoados e sítios, que servem para fins de organização territorial, planejamento e prestação de serviços públicos.
Na atual divisão territorial do Brasil feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vigente desde 2017, Brejinho pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal. Até então, na divisão em mesorregiões e microrregiões que vigorava desde 1989, o fazia parte da microrregião do Agreste Potiguar, dentro da mesorregião homônima. Está a 55 km da capital potiguar, Natal, e a 2 386 km da capital nacional, Brasília. Sua área territorial é de 61,559 km (0,1166% da superfície estadual), dos quais 2,7031 km² em perímetro urbano. Limita-se com os municípios de Monte Alegre (norte), Jundiá (leste), Passagem (sul), Santo Antônio e Lagoa de Pedras (oeste).[9]
O relevo local está inserido na depressão sublitorânea, com terrenos de transição entre os tabuleiros costeiros e o Planalto da Borborema, apresentando altitudes de até duzentos metros. Geologicamente, o município pertence, em sua maior parte, ao Grupo Barreiras, caracterizado pela presença de sedimentos de arenito e siltito e rochas do período Terciário Superior, cobertas localmente pelas paleocascalheiras ou coberturas arenosas coluviais, formadas por conglomerados de quartzo e sílex. Em se tratando da pedologia local, existem os latossolos do tipo vermelho-amarelo e os planossolos solódicos, ambos altamente permeáveis e lixiviados, sendo o primeiro mais fértil, com textura formada tanto por areia e argila, e o segundo mais profundo, poroso, melhor drenado, apresentando textura média.
Esses solos são cobertos tanto por espécies tanto do bioma da caatinga quanto do bioma da Mata Atlântica (floresta subcaducifólia), sendo o primeiro predominante, abrangendo 74% da área do município. Cortado pelo rio Araraí, Brejinho possui 69,39% do seu território inserido na bacia hidrográfica do rio Jacu e os 30,61% restantes na bacia do Trairi. A hidrografia local também é marcada pelos riachos do Boi, Cuité e São Bento e pelas lagoas da Carnaúba, dos Cavalos, Papuçu, do Peixe, Redonda e Seca.
O clima é semiárido, com chuvas concentradas no período de março a julho. De 1992 a 2006 e a partir de 2021, segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Brejinho atingiu 316,2 mm em 28 de novembro de 2023 (fora do período chuvoso), seguido por 165 mm em 3 de abril de 1997, 115,6 mm em 19 de março de 2023, 102,4 mm em 2 de julho de 2000 e 101 mm em 4 de julho de 2022. Desde julho de 2021, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, as temperaturas variaram de 18,9 °C em 8 de setembro de 2022 a 35,1 °C em 1° de março do mesmo ano.
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